Women Empowerment como vetor de engajamento

Pode-se observar uma tendência crescente de uso do emponderamento das mulheres como um potente vetor de engajamento. Se olharmos alguns exemplos recentes veremos que esse movimento tem crescido na comunicação de muitas marcas. Para não fazer deste post um artigo ou uma tese de mestrado, vou me ater apenas a mencionar três exemplos. Um case clássico: Dove for the Real Beauty. Um mais recente, de Always, com seu #likeagirl. E um foda da propaganda para comprovar como é um movimento que extrapola o mundinho da publicidade: o sucesso estrondoso de Frozen da Disney.

Não por acaso, estes três exemplos focam na mulheres ainda não formadas, ou seja, nas meninas, nas mulheres do futuro, buscando agir no problema da auto-estima na raiz.

Dove é um clássico e nem preciso me aprofundar muito, não é mesmo? Coloco aqui abaixo apenas um exemplo de um dos filmes que mais gosto de todo o conceito Real Beauty. Ao meu ver é um dos filmes de Dove que mais deixam claro o propósito da marca: proteger as meninas das pressões da indústria da beleza e da sociedade.

Mais recentemente – para ser sincero tomei conhecimento hoje – a marca Always lançou um conceito defendendo que o termo “like a girl”, geralmente usado de forma pejorativa, deve ser transformado em um viés positivo.

frozen filme de troxona

O terceiro exemplo vem desse nítido movimento da Disney de atualizar suas “heroínas” para a nova realidade social que vivemos. Se as princesas de antes poderiam ser vistas como modelos de uma feminilidade rasa e superficial, hoje surgem exemplos de força, independência e elevada auto-estima.

Há aqueles – ou aquelas – que defendem que a Disney já vinha flertando com personagens femininas mais fortes e independentes desde Ariel e Mulan, e mais recentemente em Valente e Malévola. Mas foi em Frozen onde tudo ficou mais claro e evidente.

E nada é por acaso, não é mesmo? Gostei muito dessa frase da Gabriela do blog Teoria Criativa: “filmes não são só apenas filmes. Eles são um meio de se criar e reforçar padrões e costumes sociais”. O fato é que não existem ingênuos em nenhuma indústria, muito menos em uma das indústrias mais lucrativas do mundo como a indústria do entretenimento.

Para terminar, quem quiser se aprofundar na temática vale ver o vídeo da especialista Jean Kilbourne sobre o uso da mulher na publicidade. Obrigado pela visita, volte sempre!

Algumas fontes de pesquisa que tornaram este post mais completo:

http://www.teoriacriativa.com/valente-frozen-malevola-e-alison-bechdel/

http://estantegeek.com.br/disney-princesas-classicas-malevola-frozen-e-o-feminismo/

http://destribalizados.wordpress.com/2014/01/09/por-que-frozen-e-o-filme-mais-feminista-da-disney/

http://lounge.obviousmag.org/toda_prosa/2014/04/fronzen-uma-pequena-vitoria-do-feminismo.html

 

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