Green Book: KFC em ação de product placement no filme Vencedor do Oscar™

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Ação de product placement do Kentucky Fried Chicken no ganhador do Oscar de Melhor filme “Green Book”. O longa dirigido por Peter Farrelly conta a história real de um pianista negro americano que faz uma turnê de concertos pelo sul dos EUA.

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A ação de presença da marca é bem encaixada na trama. Por se tratar de um road movie, foi uma decisão inteligente a ação acontecer sob o subterfúgio geográfico, ou seja, acontecer quando os protagonistas passam pelo Estado do Kentucky. Parece inclusive aquele tipo de product placement em que a ideia da ação surge antes do interesse da marca. Como uma oportunidade de roteiro que só então é oferecida para a marca como uma proposta, ao meu ver, praticamente irrecusável.

Por isso, apesar de ser uma ação bastante proeminente, com citações orais e presença tanto da logo e nome, quanto dos produtos em si, não soa como invasiva ou despropositada. Isso sem contar que é um dos melhores momentos da relação entre os protagonistas, o pianista e seu segurança/motorista.

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O filme se passa na década de 60 e o KFC foi criado pelo mítico Coronel Harland Sanders em 1939, na cidade de Corbin, no Estado do Kentucky, nos Estados Unidos.

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Raul Santahelena é autor dos livros:

“Muito Além do Merchan: como enfrentar o desafio de envolver as novas gerações de consumidores” (Ed. Elsevier, 2012)

“Truthtelling: por marcas mais humanas, autênticas e verdadeiras” (Ed. Voo, 2018)

Professor de Branding Planning na Miami Ad School / ESPM.

Mestrando em Gestão da Economia Criativa na ESPM.

 

 

Women Empowerment como vetor de engajamento

Pode-se observar uma tendência crescente de uso do emponderamento das mulheres como um potente vetor de engajamento. Se olharmos alguns exemplos recentes veremos que esse movimento tem crescido na comunicação de muitas marcas. Para não fazer deste post um artigo ou uma tese de mestrado, vou me ater apenas a mencionar três exemplos. Um case clássico: Dove for the Real Beauty. Um mais recente, de Always, com seu #likeagirl. E um foda da propaganda para comprovar como é um movimento que extrapola o mundinho da publicidade: o sucesso estrondoso de Frozen da Disney.

Não por acaso, estes três exemplos focam na mulheres ainda não formadas, ou seja, nas meninas, nas mulheres do futuro, buscando agir no problema da auto-estima na raiz.

Dove é um clássico e nem preciso me aprofundar muito, não é mesmo? Coloco aqui abaixo apenas um exemplo de um dos filmes que mais gosto de todo o conceito Real Beauty. Ao meu ver é um dos filmes de Dove que mais deixam claro o propósito da marca: proteger as meninas das pressões da indústria da beleza e da sociedade.

Mais recentemente – para ser sincero tomei conhecimento hoje – a marca Always lançou um conceito defendendo que o termo “like a girl”, geralmente usado de forma pejorativa, deve ser transformado em um viés positivo.

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O terceiro exemplo vem desse nítido movimento da Disney de atualizar suas “heroínas” para a nova realidade social que vivemos. Se as princesas de antes poderiam ser vistas como modelos de uma feminilidade rasa e superficial, hoje surgem exemplos de força, independência e elevada auto-estima.

Há aqueles – ou aquelas – que defendem que a Disney já vinha flertando com personagens femininas mais fortes e independentes desde Ariel e Mulan, e mais recentemente em Valente e Malévola. Mas foi em Frozen onde tudo ficou mais claro e evidente.

E nada é por acaso, não é mesmo? Gostei muito dessa frase da Gabriela do blog Teoria Criativa: “filmes não são só apenas filmes. Eles são um meio de se criar e reforçar padrões e costumes sociais”. O fato é que não existem ingênuos em nenhuma indústria, muito menos em uma das indústrias mais lucrativas do mundo como a indústria do entretenimento.

Para terminar, quem quiser se aprofundar na temática vale ver o vídeo da especialista Jean Kilbourne sobre o uso da mulher na publicidade. Obrigado pela visita, volte sempre!

Algumas fontes de pesquisa que tornaram este post mais completo:

http://www.teoriacriativa.com/valente-frozen-malevola-e-alison-bechdel/

http://estantegeek.com.br/disney-princesas-classicas-malevola-frozen-e-o-feminismo/

http://destribalizados.wordpress.com/2014/01/09/por-que-frozen-e-o-filme-mais-feminista-da-disney/

http://lounge.obviousmag.org/toda_prosa/2014/04/fronzen-uma-pequena-vitoria-do-feminismo.html

 

Beats e Neymar

 

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Neymar em comercial do Beats by Dr. Dre. Eu curti a ideia de mostrar a conversa com o pai no pré-jogo e por mostrar também esse padrão que há hoje de jogadores se concentrarem com música antes da partida. Vale assistir.


Causa Names not Numbers contra o aborto

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Todos os dias, 300.000 mulheres morrem por causa de complicações em abortos feitos de forma não-segura. Essa ação criada pela BETC Paris para a associação Médecins du Monde criou uma máquina que escrevia um nome por minuto em cartões-postais que deveriam ser enviados imediatamente ao Ministro do Direito da Mulher francês, Najat Vallaud-Belkacem. No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a máquina foi instalada em frente ao Centre Pompidou em Paris. Houve ainda uma versão digital da máquina que enviava e-cards.

Excelente comercial da Lacoste

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Filmaço da Lacoste. Coloque um fone e aumente o volume pois a trilha e sound effects valem. Só não curti o call-to-inspire em inglês: “Life is a beautiful sport”. Prefiro em francês, algo como “A vida é um esporte magnífico”. Abaixo o material de mídia impressa que não consegue acompanhar tanto a poesia do filme mas, enfim, está alinhado com o público e perfil da marca. O que você achou? lacoste_beautiful_sport_womanlacoste_beautiful_sport_man_wall