Novembro 18, 2008

O assunto do mês foi a vitória de Barack Obama na corrida presidencial americana. O senador Obama já apareceu fazendo pose com seu Macbook Air e até virou um alter-ego do Super Mario, saltando sobre “elefantinhos” republicanos (http://www.superobamaworld.com). O novo homem mais poderoso do mundo tem até uma página no Flickr – o que inspirou o trocadilho infame do título. Isso sem falar no seu Twitter e em um programinha “recrutador” de eleitores para iPhone. Caso muito semelhante já foi citado aqui no Abralosojos, a campanha de Gabeira aqui no Rio. Eu sei que posso parecer meio “old school”, mas isso não me impede de lembrar do véio McLuhan. Além de uma estratégia sensacional de mídia, baixo custo e enorme abrangência, definitivamente o meio influencia a mensagem. Pelamordedeus, não quero me meter em discussões políticas. A idéia aqui é pensar: será que o uso de instrumentos modernos, tecnológicos e diferenciados, faz a proposta de um candidato ou de outro parecer melhor? Até onde o meio é a mensagem? Essa é a pedra filosofal da propaganda: meio x conteúdo x forma.
Tomando com exemplo o Flickr, podemos ver álbuns que vão desde Obama com sua família até os momentos tensos que precederam o resultado das eleições e seu discurso histórico em Chicago. Claro que essa mensagem humaniza o candidato. Afinal, ele tem um Orkut igual a mim! É o Salão Oval na outra ponta do fio (?) do meu mouse. Mas, pra quem recebe, qual é a diferença no conteúdo que é passado numa foto no Flickr ou em um “santinho” na Rio Branco? Abra los ojos.
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Escrito por fernandomacieira
Novembro 5, 2008

Hoje é o último dia para os americanos escolherem o nosso próximo líder.
Não conheço bem o histórico político dos candidatos, mas é muito fácil perceber a superioridade da campanha publicitária de Obama, com todas as suas inovações, investimentos em mídias não convencionais e toda a – muito bem-vinda – ousadia.
Enquanto brasileiro, acredito bastante na vitória de Barack Obama nas urnas.
Da mesma forma, enquanto sergipano em terra carioca, acreditei na vitória de Gabeira, que, mesmo investindo em uma campanha um pouco diferente do convencional, acabou ficando em segundo lugar nas eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro.
Tanto na campanha de Obama quanto na de Gabeira, os eleitores criaram, ativaram e se envolveram em algumas ações.
Aqui, houve movimento divulgado pela internet pedindo às pessoas para usarem determinada cor em dia específico, foram criadas correntes de e-mails e algumas outras coisas.
Nos Estados Unidos, onde pôde ser feito uso mais livre da internet, a coisa tomou outra proporção e a repercussão de algumas ações ultrapassou os limites do país, com reflexo aqui no Brasil, onde Obama aponta vantagem.
A Gum Election tem a intenção de aumentar o número de eleitores nas urnas, mas acaba servindo como termômetro para saber como anda a intenção de voto dos transeuntes e ainda ajuda na manutenção das calçadas limpas, por exigir que a pessoa vote com o seu chiclete.
Boa, essa.
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Escrito por Flávio de Souza