
É sempre bom ver quando uma empresa transpõe os limites do convencional e investe em ações que não se prendem aos padrões 21×28/30s. Enquanto a Volkswagen lança em sua já famosa “Car City” (“autostadt” em alemão) uma exposição sobre “o conceito da sustentabilidade” entitulada “Level Green”, a BMW recentemente reformulou totalmente seu “BMW Museum”. Ambos os projetos são iniciativas que proporcionam aos visitantes uma verdadeira imersão profunda nos conceitos através de uma espetaculosa “experiência de marca”. No Brasil, a Bullet lançou o Seda Urban Salon, um salão-conceito desenvolvido para a marca Seda (da Unilever), no formato pop-up store. 
Marcas e produtos são apresentados como itens culturais a serem admirados e adorados como se fossem o teto da capela sistina. Mais do que oferecer entretenimento, como em ações de branded content, as marcas neste caso são o próprio entretenimento. Entre em uma apple store e compreenderá facilmente este fenômeno ao observar os macmaníacos vendo tudo aquilo como se estivessem em verdadeiros templos de culto a mítica marca da maça mordida.

Incrível pensar que quando Walt Disney declarou que estava pensando em criar um parque temático onde as pessoas pudessem vivenciar toda a fantasia e magia presentes em seus desenhos afirmaram que ele era um lunático inconsequente.

