
Depois do Advergaming (branded games) e do Adverteinment (branded enternteinment content), um novo formato de branded content promete sacudir o mercado. É o Appvertising, que consiste no uso dos aplicativos (apps) de iPhone como ferramenta de marketing, patrocinados, no que tem sido chamado de “branded mobile applications”.
No embalo em que revolucionou as indústrias fonográfica (primeiramente com o lançamento do iPod , posteriormente com a venda de músicas na iTunes Store), audiovisual (primeiramente com o iPod Vídeo, posteriormente com a locação e aluguel de filmes na iTunes Store) e telefônica (com o lançamento do iPhone), Steve Jobs provocou mudanças de paradigmas nas estratégias de marketing ao redor do globo.
Os apps há algum tempos são familiares para quem utiliza programas com a plataforma aberta, ou seja, onde os usuários podem criar aplicativos para tornar o programa mais eficiente, bonito ou divertido mesmo. Exemplo disso é o navegador Mozila Fireworks.
Porém, é o brinquedinho de Jobs que mais uma vez chegou para popularizar uma tendência já existente, assim como fez o iPod com o MP3. O iPhone divulgou campanha onde comemorou a marca de 500 milhões de Apps baixados na App Store em apenas 9 meses do lançamento da versão 3G. Hoje, existem mais de 40.000 aplicativos disponíveis para os 30 milhões de usuários usuários do aparelhinho que já baixaram mais de 1 bilhão de apps. Isso explica que, enquanto em abril a Apple anunciou um incremento de 15% em seus lucros com as vendas de aplicativos para iPhone, o NYTimes noticiava que a Microsoft obteve seu pior resultado em 23 anos, com uma queda de 6% na receita no último trimestre.

E não apenas a Apple está rindo à toa. O NYTimes também divulgou que o app Koi Pond (US$1), número dois na lista de mais vendidos, já vendeu mais de 1 milhão de unidades. Com isso, conclui-se que ele já rendeu pelo menos US$823.000 aos caras da Blimp Pilots, desenvolvedora do aplicativo.
E o que já é um excelente negócio para a Apple e para os desenvolvedores de aplicativos, pode ser uma excepcional ferramenta promocional e conceitual para as marcas divulgarem posicionamentos, promoções e produtos.
Alguns cases de Appvertising começam a despontar no horizonte. Adidas, Chanel, Audi, and Levis lançaram branded applications que tiveram grande sucesso no App Store.
No Brasil, a revista Quatro Rodas foi uma das marcas pioneiras a investir na ferramenta e a Brilux realizou uma boa ação no final do ano passado.
Abra Los Ojos!


Maio 22, 2009 às 12:34 am
Legal o post! Gostaria de pedir autorizacao para utilizar o diagrama “branded contente” em palestras.
Maio 22, 2009 às 12:36 am
Bom conhecer esses novos formatos. Mas penso que temos que ter o cuidado de evitar o cerco total ao cliente.
Maio 22, 2009 às 4:50 am
putz, nojentas essas nomenclaturas!!!! ASSHOLEVERTISING!!
Maio 22, 2009 às 4:56 am
Legal existirem essas novas possibilidades. Mas fiquei intrigado com uma coisa: como funciona a parte operacional disso? As empresas pagam para a Apple algo, outro algo para as produtoras de app, enfim, como funciona esse esqueminha?
ps.: parabéns pelo blog. tenho lido sempre!
Maio 22, 2009 às 4:58 am
Obrigado pela visita! Volte sempre!
Maio 22, 2009 às 5:01 am
Soraia, obrigado pela visita e pela participacao. Voce tem toda a razao: eh preciso muita cautela pois um dos maiores perigos do branded content eh o risco de massificacao da mensagem e invasao indiscriminada do espaco “puro e limpido” que eh o conteudo cultural. Mas penso que existam diversos cases super positivos que mostram que com inteligencia e criatividade eh possivel ser eficiente e correto ao mesmo tempo. Volte sempre!
Maio 22, 2009 às 5:03 am
Rafinha, obrigado pelo elogio e participacao no Abra!
Vou enviar para o seu email o jpeg em alta. Voce pode usar a vontade a imagem em suas palestras e aulas. So gostaria de pedir que a fonte (endereco do site) fosse divulgada sempre junto. Volte Sempre!