
Este post desenvolve o exercício lúdico iniciado em palestra proferida por Massimo Canevacci, antropólogo que atua na Universidade La Sapienza de Roma. Ele apresentou imagens da escultura “Cloud Gate” (“portal das nuvens”), conhecida informalmente como “the bean” (“o feijão”), que está localizada no Millennium Park em Chicago. São 168 placas de aço e 110 toneladas que carregam em si uma cadeia de significados análogos. Canevacci destacou o fato de ser uma peça de arte que dialoga com o observador tranformando-o em objeto observado também. Assim, é polifônica visualmente, com ecos visuais intermináveis e mutáveis fazendo com que a peça nunca fosse a mesma e mudasse a cada segundo.

Seguindo na analogia, poderíamos afirmar que o Cloud Gate é uma obra de arte 2.0 enquanto que as outras tradicionais, penduradas na parede, como a Mona Lisa por exemplo, são 1.0. Isso porque a web 1.0 era observada estaticamente, oferecendo pouca ou nenhuma interação com o usuário. Já a web 2.0 proporciona o advento do CGM (consumer generated media), ou seja, a onda colaborativa onde o conteúdo gerado de todos para todos é o pulo do gato.
Sobre a WEB 2.0
Há 4 anos, Tim O’Reilly, defensor do software livre e fundador da O’Reilly Media, estava fazendo um brainstorm sobre um novo evento de internet que estavam para organizar quando Dale Dougherty, também fundador da empresa, sugeriu o termo “Web 2.0″. E pegou. Já são mais de 90 milhões de citaçoes no Google e mais de 1,000 livros relacionados ao tema sendo vendidos pela Amazon.
Símbolos Icônicos da Web 2.0
Wikipedia > Uma enciclopédia viva, escrita pelos usuários.
Youtube > Entretenimento produzido pelos usuários.
Twitter e Blogs > Informação produzida pelos usuários.
Redes Sociais (Facebook, Orkut, MySpace) > Relacionamentos sem interveniência externa.



