Eternal Moonwalk Chain: a tribute to Michael

Julho 8, 2009

eternal moonwalk

Eternal Moonwalk é uma excelente ação para promover um tributo ao Rei do Pop. A ação tem  a mesma pegada da campanha da Nike na copa de 2002 – “The Chain” – quando centenas de pessoas ao redor do globo enviaram vídeos onde realizavam malabarismos com a bola no estilo Ronaldinho Gaúcho e companhia. Sete anos depois, Eternal Moonwalk está tecnicamente mais bem estruturada com a possibilidade de upload do vídeo e inclusão simultânea na “corrente” mundial de moonwalk. Show de Bola!


Nine Inch Nails iPhone App

Junho 2, 2009

Assim como acontece entre as empresas, existem bandas que sabem lidar com as novas mídias e outras tantas que continuam acreditando em um modelo ultrapassado de relação com seus seguidores.

Enquanto toda a indústria fonográfica até hoje não encontrou um modelo de sobrevivência dentro do novo universo promovido pelo social power, a banda Nine Inch Nails tem sido pioneira nas múltiplas formas de se relacionar, e o melhor, de se rentabilizar, neste novo mundo de possibilidades.

O que as gravadoras ainda não entenderam é que o foco do negócio não é música e sim entretenimento. Continuam tentando fechar as porteiras do território livre da web enxergando a música como um produto enlatado que termina em si. O NIN percebeu que eles possuíam muito mais produtos que iam além da música e que poderiam render a sobrevivência financeira da banda.

nin2

Os mais novo movimento da banda engloba um plano ambicioso de appvertising no iPhone entitulado NIN ACESS. O aplicativo gratuito, previsto para ser lançado em breve, é uma janela mobile contendo todas as formas de conexão e relação com a banda: música, fotos, vídeos, mensagens, além de uma inovadora ferramenta de GPS chamada Nearby. Nearby seria tipo um Twitter exclusivo dos fãs do NIN.  “You can post a message or a photo by location, and if you’re at a show you can see conversations between other people who are right there”, afirma Rob Sheridan um dos criadores da ferramenta.

Post inspired on THINK!


Mobile Roadie: um aplicativo de iPhone sua banda de garagem

Maio 29, 2009

mobileroadie

Semana passada vi um post no Springwise que meio que conversa com o post anterior sobre appvertising. O post trata sobre o Mobile Roadie, um serviço web based que oferece a qualquer banda ou artista criar um aplicativo de iPhone para se conectar com seus fãs. Segundo promessa do próprio site, seria “o jeito mais simples e barato de qualquer banda ou músico construir e gerir seu próprio iPhone app. E em poucos minutos”. Depois de criar o aplicativo no site, os músicos podem gerenciar desde notícias sobre a carreira, agenda de shows, fotos, vídeos, músicas streaming e, claro, link direto para comprá-las na iTunes Store. Incrível como Mr.Jobs começará a ganhar de todos os lados da cadeia produtiva artística sem mover uma palha. Claro que lançando plataformas cada vez mais geniais e deixando que os uns usuários criem ferramentas e outros as consumam.

app_name_sample

A brincadeira foi criada pela agência Fluidesign de Los Angeles. O precinho? USD 399 pela criação do aplicativo e USD 29 por mês de manutenção e gestão.

mobileroadie 2

Isso tudo mostra que toda ferramenta nova que surge hoje não fica restrita para uso das grandes corporações e marcas, como era há pouco tempo atrás. Ferramentas de conexão e meios de comunicação estão cada vez mais ao alcance de todos, contribuindo para o crescimento progressivo do social power. Quem estiver ligado nesses movimentos, pode perceber que existe um amplo leque de possibilidades e demandas reprimidas que podem significar grandes cases de sucesso. Abra Los Ojos!


12 frases do nosso tempo

Maio 27, 2009

12 frases que não contumávamos falar

Em outro post aqui no ABRA, fiz um exercício de observação listando as “10 frases que não diremos nunca mais” que demonstrava de forma simples como nossos hábitos mudaram tanto em tão pouco tempo.. Agora, que tal pensarmos nas frases que não falávamos antes e que agoram são corriqueiras em nosso dia-a-dia cada vez mais digitalizado?


Advergame da Volvo busca rejuvenescer a marca

Maio 27, 2009

volvoapril21_3

Eu fico me perguntando: por que as marcas, principalmente as grandes corporações, não investem mais e melhor em advergames? Levando-se em conta as bandas de navegação nos EUA e Europa, é incrível não existirem sensacionais advergames online de marcas como Coca-Cola, Mastecard, Adidas e todas as grandes montadoras. Talvez seja pelo fato dessas marcas optarem por investir pesado em placement nos games já consagrados (Winning Eleven, GTA, Need For Speed…) ao invés de investirem no desenvolvimento de games próprios.  Mas ter a oportunidade de explorar todo o potencial lúdico-conceitual que um branded game pode oferecer como ferramenta de marketing, oferecendo entretenimento de qualidade e gratuito, me parece uma excelente alternativa também.

volvo

Lançado ontem (26/05) pela montadora sueca, Volvo The Game chega para reforçar o coro em prol das estratégias de branded content. O advergame foi desenvolvido com a SimBin, empresa de desenvolvimento de games de corrida também sueca. Mostra, entre outros, o S60 Concept e o C30 Green Racing com o claro objetivo de rejuvenescimento da marca que recebe o apelido de “the careful uncle” (”tiozinho cauteloso”) nos EUA.


iPhone ad-friendly

Maio 26, 2009

iPhoneClawFalando um pouco mais sobre publicidade no iPhone, meio que dando continuidade ao post sobre appvertising, trago uma pesquisa divulgada hoje no eMarketer. Segundo o site, o iPhone é um terreno extremamente fértil e amigável (ad-friendely) para a veiculação e proliferações de estratégias publicitárias.

US Mobile Phone Users and iPhone Users Who Recall Viewing Mobile Advertising, by Type, Q1 2009 (% of respondents in each group)

Segundo os realizadores da pesquisa Brightkite, Inc. e Gfk NOP, os usuários de iPhone são muito mais mais receptivos às peças publicitárias mobile do que usuários de outros gadgets, conforme o quadro acima demonstra.

US Smartphone Users, by Brand, December 2008-February 2009 (% of respondents)

São boas notícias para o mercado publicitário. Esta é uma tendência positiva que se comprova cada vez mais. Os geeks, adoradores de tecnologia, costumam apreciar estratégias inovadoras e criativas de comunicação. Claro que, por enquanto, o iPhone não representa uma grande plataforma com volume de público que justifique estratégias mais amplas. Trata-se ainda de uma plataforma para estratégias de nicho.


Appvertising

Maio 20, 2009

BRANDED CONTENT

Depois do Advergaming (branded games) e do Adverteinment (branded enternteinment content), um novo formato de branded content promete sacudir o mercado. É o Appvertising, que consiste no uso dos aplicativos (apps) de iPhone como ferramenta de marketing, patrocinados, no que tem sido chamado de “branded mobile applications”.

No embalo em que revolucionou as indústrias fonográfica (primeiramente com o lançamento do iPod , posteriormente com a venda de músicas na iTunes Store), audiovisual (primeiramente com o iPod Vídeo, posteriormente com a locação e aluguel de filmes na iTunes Store) e telefônica (com o lançamento do iPhone), Steve Jobs provocou mudanças de paradigmas nas estratégias de marketing ao redor do globo. Leia o resto deste post »


Evolução dos hábitos no lar

Maio 20, 2009

tvspent

Essa eu vi no Blue Bus de manhã. Em um livre exercício de observação, proposta-chave do Abra Los Ojos em ser um behavior observer, o site Woman’s Day montou um guia visual da evolução nos hábitos domésticos ao longo das décadas. Repleto de dados de consumo e hábitos das famílias americanas desde a década de 50 até o ano 2000, o resultado traça um raio-x das mudanças que vem acontecendo na vida das pessoas.

Pode-se destacar algumas evoluções interessantes. O percentual de mulheres trabalhando evolui de 28% na década de 50 para 59% em 2000. Na década de 50, 24% dos lares tinham TV e a média de tempo dedicado a ela girava em torno das 4 horas e meia.  Na década seguinte, a TV já havia se espalhado por 90% dos lares chegando a marca de mais de 8 horas de consumo diário em 2000. Sendo que é importante ressaltar um detalhe: antes, a TV praticamente não tinha concorrentes na disputa pela atenção dos integrantes na família. Hoje, cada integrante tem um computador no quarto e dificilmente dedica 100% de sua atenção à TV. Para conseguir mais atenção e audicência, o número de canais pulou de 19 existentes na década de 80 para 114 na década seguinte.

Enfim, vale visitar (clique aqui), guardar, pensar e dabater sobre.


Publicidade Convencional X Web 2.0

Abril 28, 2009

eu-sou-bom-de-cama

De cara, olhando a ilustração comparativa acima, pode-se concluir que a reputação hoje em dia é talvez o ativo mais importante de uma Empresa. Mais uma boa analogia para ilustrar as nuances que diferem os formatos convencionais do modelo participativo viabilizado pela web 2.0. Será que as marcas já aprenderam a lidar com essas nuances? E as grandes agências, já perceberam que 30″ no horário nobre não é mais a única, e nem sempre a melhor, solução para os objetivos de mídia? E você, o que acha?

Nota do Editor: o desenho acima é uma adaptação de uma versão antiga que comparava marketing direto, publicidade, relações públicas e branding.


Cego digital, abra os olhos!

Abril 16, 2009

A matéria da revista ÉPOCA acima é de julho de 2008. Para os frenéticos tempos atuais, 9 meses é uma eternidade, uma vida. Mas mesmo assim fiz, questão de postar aqui pois estou cansado de ouvir coisas do tipo:

“Ih, rapaz, o target é CD, esquece internet”

“Tenta outra coisa. Pobre não acessa internet”

Abra los Ojos: metade dos 42 milhões de internautas brasileiros é da classe CD e acessa a web de lanhouses. Mais de 67% da classe D acessa a web em lanhouses.

Nota do Editor 1: estreiou hoje o canal do Abra Los Ojos no Scribd. Lá você poderá ler materias de revistas e jornais, apresentações de powerpoint e livros que tratam sobre os assuntos abordados no Abra.

Nota do Editor 2: existem outras boas sugestões de links nesta comunidade do Orkut: Mídia social – SOCIAL MEDIA (a materia acima é dica da Miss Moura que faz parte desta comunidade).

Nota do Editor 3: Desculpe a falta de acentuação. Já mexi!


Arte 1.0 Vs Arte 2.0

Abril 15, 2009

apresentacao11

Este post desenvolve o exercício lúdico iniciado em palestra proferida por Massimo Canevacci, antropólogo que atua na Universidade La Sapienza de Roma. Ele apresentou imagens da escultura “Cloud Gate” (”portal das nuvens”), conhecida informalmente como “the bean” (”o feijão”), que está localizada no Millennium Park em Chicago. São 168 placas de aço e 110 toneladas que carregam em si uma cadeia de significados análogos. Canevacci destacou o fato de ser uma peça de arte que dialoga com o observador tranformando-o em objeto observado também. Assim, é polifônica visualmente, com ecos visuais intermináveis e mutáveis fazendo com que a peça nunca fosse a mesma e mudasse a cada segundo.

monalisa-cloudgate1

Seguindo na analogia, poderíamos afirmar que o Cloud Gate é uma obra de arte 2.0 enquanto que as outras tradicionais, penduradas na parede, como a Mona Lisa por exemplo, são 1.0. Isso porque a web 1.0 era observada estaticamente, oferecendo pouca ou nenhuma interação com o usuário. Já a web 2.0 proporciona o advento do CGM (consumer generated media), ou seja, a onda colaborativa onde o conteúdo gerado de todos para todos é o pulo do gato.

Leia o resto deste post »


Não existe nada mais velho que seu jornal de hoje

Abril 8, 2009

A apresentação acima trata sobre o fim do jornal de papel como o conhecemos hoje e apresenta o e-paper. Abaixo alguns aspectos a respeito deste processo transitório. Leia o conteúdo dos tópicos abaixo clicando em Leia o resto deste post.

Aspecto 1: Calma lá. O papel não sumirá de uma hora pra outra.

Aspecto 2: Os hábitos de consumo estão de fato mudando

Aspecto 3: E a perecibilidade da informação também está mudando.

Aspecto 4: E a tecnologia está acompanhando.

Aspecto 5: E os jornais também estão correndo atrás.

Aspecto 6: Mas e a equação Rentabilidade X Imparcialidade?

Aspecto 7: E a questão ecológica?

Leia o resto deste post »


Qual o Futuro da Música?

Março 24, 2009

radio1

BigPost inspirado na boa matéria de capa da revista BRAVO de março de 2009 escrita por Arthur Dapieve.  Para ler a matéria completa, clique aqui. Para ler os comentários a respeito das bolas que a matéria levanta, clique abaixo no Leia o resto deste post. Para debater o assunto, comente!

Nota do Editor: para complementar, vale ler esse artigo do Trend Hunter “50 Ways The Music Industry is Changing”

Leia o resto deste post »


Social Power: 2/3 da navegação mundial

Março 17, 2009

nielsen-capa

Estudo divulgado pelo Nielsen esta semana anuncia que as comunidades sociais ultrapassaram o email em tempo de navegação na web. E este poder social não pára de crescer.

A notícia ruim: a publicidade ainda não encontrou uma forma eficiente, e não invasiva, de utilizar todo esse poder de penetração e audiência das redes sociais. Sabe-se que os membros são muito pouco tolerantes no que diz respeito a anúncios de qualquer espécie. Não querem ser interrompidos em suas conexões sociais pois encaram aquele espaço como deles, onde eles, ao contrário dos sites de jornais e portais de conteúdo, produzem o conteúdo e não precisam ter que conviver com peças publicitárias.

nielsen_dados20082

Ainda segundo o Nielsen, em 2008, 38% considera publicidade nas redes sociais uma invasão comparados aos 29% de 2007. Ou seja, este sentimento cresce juntamente com a população das comunidades. Sabe-se que 43% dos membros NUNCA clicaram em um banner. E os problemas para a publicidade não páram por aí. “Falso” é o termo mais associado à publicidade.

“Social networking has become a fundamental part of the global online experience,” comentou John Burbank, CEO do Nielsen Online.

Essas e outras informações sobre como conseguir sobreviver (e vender) neste cenário de crescente poder social nas redes você encontra no report completo do instituto Nielsen. Global Faces and Networked Places trata a respeito de como as redes sociais estão potencialmente criando mudanças consistentes no comportamento do consumidor


Por que não Digitólogo?

Março 17, 2009

digitologos1

Então, vamos lá: o Sociólogo é o cara que estuda a sociedade. O psicólogo é o cara que estuda os processos mentais e o comportamento. O Antropólogo é o cara que estuda o homem e a humanidade. E por aí vai.

Mas, venha cá: e o cara que estuda as mídias digitais e suas relações com a sociedade? Poderíamos nomeá-lo Digitólogo?

Penso ser inapropriado ainda não existir uma terminologia que descreva este tipo de estudioso.

Henry Jenkins seria um expoente significativo do título “Digitólogo”. O cara é diretor da área de Estudos Midiáticos Comparados no MIT e já escreveu diversos livros sobre fanficion, cultura gamer e outros assuntos ligados à maneira como interagimos com as mídias digitais e convencionais. Além dele, Don Tapscott, Chris Anderson, Seth Godin, entre muitos outros, poderiam merecidamente receber a alcunha da Digitólogos. No Brasil, incluiria sem pestanejar nesta lista, Wagner Brenner do excelente Update Or Die. Teríamos até Digitólogas: Paula Rizzo, colunista do Blue Bus e do mesmo UoD e autora do blog e*déia. Enfim, está lançado o pleito. Digitólogos, uni-vos!