Sim, esse é mais um post sobre Transmedia Storytelling como milhares de outros espalhados pela Blogesfera. Mas prometo tentar trazer algo a mais para o debate. Estive hoje em um evento (III Fórum Aba Petrobras de Comunicação Digital) que abordou algumas questões relativas ao poder de uma boa narrativa, disseminada através de diferentes plataformas, para envolver e engajar as pessoas tranformando-as em fãs.
É fato: a menor – e melhor – distância entre duas pessoas é uma boa história. Entre uma pessoa e uma marca também.
O Transmedia Storytelling já existe há muito tempo. A igreja católica utilizava todas as premissas da teoria em sua estratégia de comunicação (reflita um pouco). Porém, alguns fatores contribuem hoje para o aumento da importância desta forma de estratégia:
1) Aumento progressivo da quantidade de plataformas e pontos-de-contato oferece uma riqueza de possibilidades de multiplicação de uma narrativa.
2) Web 2.0 que possibilita que haja participação das pessoas nas histórias e na narrativa de suas próprias histórias e envolvimento com a marca. Esse movimento colaborativo fez com que as pessoas fossem educadas a não se comportarem mais passivamente. As pessoas não querem mais ser interrompidas. Querem participar, colaborar, expandir, envolver-se.
3) Geração de hoje ter crescido em meio a videogames, RPGs e computadores criou adultos que cultivam hábitos Geeks que favorecem o apreço por narrativas lúdicas envolventes.
4) Pessoas cada vez mais carentes resultado de uma sociedade cada vez mais narcisista e individualista faz com que elas se envolvam emocionalmente com as narrativas de forma mais entregue.
Porém, é preciso ter muito cuidado para o Transmedia Storytelling não tornar-se mais uma modinha do verão publicitário. Para tanto, importante lembrar que você só realiza Transmedia Storytelling quando você tem uma boa história nas mãos. Uma história ruim não se realiza sequer em uma plataforma, imagine querer que ela sobreviva em várias.
Outro detalhe é que as pessoas costumam confundir Transmedia Storytelling com Crossmedia. Para entender a diferença, veja o quadro abaixo.
Para finalizar, deixo uma provocação. Se Transmedia Storytelling é a estratégia baseada em contar uma boa história através de diferentes plataformas, como chamaríamos a estratégia baseada em utilizar uma boa história como a própria plataformaem si?
Explico: quando você tem um produto de entretenimento sensacional como Avatar nas mãos, fazer Transmedia Storytelling é um processo quase que natural, pra não dizer “fácil”. Porém, muito se questiona sobre o poder do Transmedia Storytelling para gerar resultados para marcas. Como fazer?
Ora, se contar boas histórias é o desafio e o que buscam as marcas, basta usar o conteúdo do entretenimento como meio e não apenas como mensagem. Eu, pelo menos, não conheço ninguém que conte boas histórias melhor do que a indústria do entretenimento.


Escrito por Raulzito 










